Os implantes dentários recorrem a parafusos para substituírem os dentes perdidos. Atualmente, esta solução é cada vez mais procurada pelo seu conforto e por apresentar resultados muito semelhantes aos dentes naturais. No entanto, o modo de realização dessa cirurgia permanece uma incógnita para muitos Pacientes. Vejamos as principais etapas deste tratamento.

Qual é a constituição do parafuso?
Os implantes são parafusos feitos de titânio, um material biocompatível e que facilita a sua integração por parte do osso. A sua estrutura pode ser dividida em duas componentes principais: uma rosca (que permite que seja aparafusado dentro do osso) e uma parte oca (onde são, posteriormente, encaixados os novos dentes).
Os implantes são parafusos feitos de titânio, um material biocompatível que facilita a sua integração por parte do osso.
Atualmente, existem vários tipos de implantes no mercado, com diversas formas e tamanhos. Contudo, os mais comuns são cilíndricos ou cónicos, medindo entre 3,5 e 4mm de diâmetro, e entre 8 e 14mm de comprimento.
Quais são as etapas do tratamento?
O processo de colocação de um implante é realizado através de uma pequena intervenção cirúrgica com anestesia local, que é a primeira de três fases principais de tratamento:
1ª Fase – Colocação do Implante
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Incisão na gengiva – Inicialmente, é feita uma pequena incisão na gengiva, para tornar o osso visível e facilitar os restantes procedimentos. Se existir um dente nessa zona e já não for possível salvá-lo, o médico extrai os dentes onde serão realizados os implantes. Consoante o caso, esta extração pode ocorrer no mesmo dia que a colocação do implante ou não;
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Perfuração do osso – Recorrendo a anestesia local e com a ajuda de brocas calibradas, define-se um espaço de poucos milímetros no osso do Paciente, para que seja possível colocar o implante.
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Acomodação e proteção do implante – O implante é colocado no espaço preparado e protegido com uma tampa.
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Sutura da gengiva – A região é novamente fechada e fica protegida de resíduos alimentares.
Depois da primeira fase, é necessário aguardar que o osso integre o implante. O tempo de espera depende de caso para caso, mas, habitualmente, a zona fica em repouso durante 3 meses. Nesse período, o Paciente pode utilizar uma prótese provisória.
2ª Fase – Fase protética
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Colocação do cicatrizador – Depois do período de repouso, o implante volta a ser exposto, sendo removida a tampa de proteção. De seguida, coloca-se uma pequena peça no implante, que contribuirá para a cicatrização da gengiva;
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Registos intra e/ou extraorais – Neste passo, são recolhidas impressões e inicia-se a elaboração da coroa.
3ª fase – Coroa Definitiva
Na terceira e última fase, é estabelecido o contacto com o laboratório para produzir uma coroa definitiva (adaptada a cada Paciente), que depois será colocada no implante.

Que cuidados se devem ter?
É importante perceber que, hoje em dia, o processo de colocação de implantes dentários é cada vez mais simples e frequente, sendo realizado com materiais cada vez mais evoluídos tecnologicamente e fáceis de utilizar. Para além disso, utilizando a medicação recomendada e a anestesia local, este tratamento pode ser feito sem dor para o Paciente.
Apesar de não ser possível prever o tempo de duração de um implante, é inegável que o seu sucesso também dependerá, em grande parte, dos cuidados que o Paciente tiver depois da cirurgia. Para maximizar a qualidade do seu implante e evitar complicações, siga à risca as instruções do seu médico, marque consultas regularmente e realize uma higiene oral diária e completa.