Investigadores desenvolveram um novo sensor que poderá transformar os procedimentos de acompanhamento e manutenção dos casos de Implantologia, reduzindo a necessidade de fazer exames de raio-x frequentemente.
Adeus, raio-x?
Atualmente, o raio-x é o principal método utilizado para avaliar a Saúde dos maxilares após um tratamento de Implantologia. Ainda que as doses de radiação utilizadas nos exames de raio-x sejam muito baixas e inofensivas tanto para Pacientes como para os técnicos que manipulam estes equipamentos, a verdade é que a radiação tem um efeito cumulativo no organismo. Por isso, é mais benéfico evitar-se a necessidade de se recorrer a este tipo de exames, sempre que isso é possível.
No caso da Implantologia, os Pacientes precisam de recorrer mais frequentemente ao raio-x do que noutra área clínica da Medicina Dentária: os exames como a ortopantomografia são fundamentais para ajudar os Médicos Dentistas e Cirurgiões Orais a monitorizar a forma como os implantes estão a assentar no osso do Paciente.
A pensar nesta situação, investigadores da Universidade Shahid Behesti, no Teerão, desenvolveram um dispositivo que pode ser integrado no interior dos implantes dentários e que é capaz de medir o crescimento ósseo. A conclusões dos investigares foram publicadas na revista científica IEEE Journal.
Este sensor é feito de titânio - o mesmo metal biocompatível do qual são feitos a maioria dos implantes - e de PEEK, não apresentando riscos significativos de rejeição pelo organismo humano. O aparelho tem ainda a vantagem de não necessitar de qualquer tipo de bateria e de poder ser instalado logo na cirurgia de colocação de implantes, não sendo necessário submeter o Paciente a outros procedimentos.
Sabia que...? O PEEK é um polímero de alto desempenho que tem vindo a ser aplicado em várias indústrias devido às suas propriedades físicas. Assim, para além de ser utilizado na área aeroespacial há mais de 25 anos (para produzir depósitos de combustível de aviões, por exemplo), este componente também traz benefícios para a Medicina Dentária.
Como funciona este sensor?
Este sensor mede, de forma passiva, o campo elétrico que circunda o implante dentário, permitindo monitorizar quaisquer alterações. Estes dados dão informações claras ao Médico Dentista sobre a forma como o osso está a crescer em redor do implante: quando o implante começa a ser osteointegrado pelo organismo, novo osso começa a formar-se à sua volta, ocorrendo alterações no campo elétrico daquela zona.
Os valores registados pelo sensor são enviados para um aparelho que permite a sua leitura e armazenados numa base de dados, permitindo ao Médico Dentista visualizar a evolução do caso ao longo do tempo.
Estes sensores já estão disponíveis no mercado?
Ainda não. De acordo com os investigadores, ainda existem várias otimizações técnicas que terão de ser feitas antes deste dispositivo poder entrar para o mercado, sendo necessário realizar ainda vários ensaios clínicos com diferentes tipos de implantes. No entanto, espera-se que este sensor possa começar a ser utilizado de forma massiva antes de 2030.
Até lá, não precisa de ter medo do raio-x. Este exame é seguro. Mas se o pudermos evitar, tanto melhor.
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